Raízes

2 jul

No canto, na escuridão

E todos no meu lugar

Minhas horas se consomem

Dentre fotos antigas

E canções melancólicas

Uma saudade,

A mesma de outro dia

Estar próximo, estar no meu lugar.

É claro que eu queria

Nem tudo que se quer se pode

Cumpre-se o ditado

Em breve volto

Pelo tempo que puder

Não todo o que merecia

Mas guardo seus afagos

Meus velhos, meus irmãos

Sinto falta até da cuia do chimarrão

Que eu nunca tomei

A chaleira fringindo ao fogo

E o chiado do rádio que sempre

Foi difícil de entender

E o sol cedo a bater na janela do quarto

O pássaro cresce e logo voa,

Mas nunca esquece que um dia

Não saía do lugar, e nunca esquece o lugar

Onde nasce o sol, onde ele começou a brilhar

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