Arquivo | agosto, 2011

Centeio ao Cesto, sentado ao Sol…

27 ago

Eu nunca sei quando é sincero

Eu nunca entendo quando é em vão

Eu nunca gosto quando espero

Eu nunca sei que horas são

Se o fogo demorar pra acender

Se a mensagem tardar a chegar

Se as coisas parecerem estranhas

Mesmo que por pouco tempo

Eu não sei o que fazer

Não sei quando ser mal

Ou quando devo ser

Eu não sei a diferença

Entre o justo e o injusto

Não entendo o tempo que passa

Nem que diferença isso faz

Eu não percebo a distancia que me ultrapassa

Eu não sei ser sagaz

Meu silêncio é tardio

Minha inocência doentia

Minha consciência importa mais

Que um quadro pendurado na parede

Não sei o quanto é ir longe demais

E nem quando devo ficar com o pé atrás

Pode ser em Balinha…

23 ago

Mediterranium

19 ago

Se as vezes eu enlouqueço

É que não sou perfeito

Eu me perco, e não me encontro

Mas no alto de minha estupidez eu lembro

Meus dias se resumem entre estar contigo

E sonhar contigo

E não consigo fazer com que seja diferente

Apenas seu sorriso me faz sorrir

Não quero ser errante, dominante

Apenas predominante,

E guardo meu diamante

Com a própria vida

Pois é minha vida

E nada posso fazer,

Apenas te querer

Apenas amar você

Mais ou menos, mais do mesmo…

16 ago

Há muito não escrevia pra ti

Não tinha muito há escrever

Não sei de verso, estrofe ou rima.

De nada quero saber

De nada preciso saber

Você consegue me deixar sem jeito

De um jeito que nunca existiu

Você faz algo bater mais forte no meu peito

Como ninguém conseguiu

As vezes pareço confuso, esquisito

É uma coisa que eu repito,

Mesmo sem querer,

Mas há algo que eu sinto

Que eu sinto por você

Nunca soube explicar,

Apenas sinto, e não consigo parar

Não consigo parar…

Nostalgia…

16 ago

Ainda somos os mesmos

Empurrando a vida com a barriga

Ainda somos os mesmos

Olhando pela janela, quem bate na porta da frente

Olhos cansados, faces diferentes

Ainda somos os mesmos,

Aqueles das noites de vinho e violão

Dos acordes desafinados ou não

Caretas, bebedeiras, besteiras

Contadas na estrada de neblina

Ainda somos os mesmos

Mas sem a neblina, sem as besteiras

E as bebedeiras, coisas derradeiras

Os acordes já não são tão desafinados

Mas ficam cada vez mais difíceis

De serem tocados, de serem ouvidos

Pelos mesmos ouvidos que apreciaram

Os acordes desafinados

Onde outrora era o inferno

Hoje é o paraíso

A saudade é uma droga

E convivemos com isso

Ainda somos os mesmos

Escala Fora de Esquadro, cores fora de tom…

11 ago

O Mundo Gira,

As coisas não saem do lugar

Foi apenas um dia ruim

Nada a se preocupar

Talvez tudo nunca tenha estado tão bem

Talvez nada disso passe de uma falta de ar

Cego em tiroteio, cego na frente do espelho

À imagem e perfeição do nada

Nada a declarar, nada de argumento.

Descontentamento presente em cada momento

Nada era pra ser assim, os ventos que sopram

Não me trazem a brisa, que antes eu queria sentir

E a brisa que soprava congelava meus dedos

No frio inverno

Somente um dia ruim,

Amanhã tudo volta ao normal

Amanhã tudo não passará de um ontem complicado

Pelo qual caminhei descalço

Sem pisar em falso…

E-stória

9 ago

Aos Meus Velhos Amigos…

4 ago

O ferro frisa a ferida

No Frio

O Asfalto forja Fragmentos

Sem se flagrar

Que ali ficaram

Partes do que já passou,

As folhas que ficaram

Se consomem com o tempo,

Com o vento, e com o Sol,

O inverno é tardio e frio,

Mas nunca se esquece,

O que nos aquece.

Devaneios de um louco

Que fala sozinho,

Como uma flor sem espinhos

Em meio a roseiras.

Distinção de quem

Abre o coração

Faz uma oração

E não se importa com

As coisas que se vão.

Mera ironia

Que se repete

Noite e dia

Dentre colapsos

E pensamentos escassos

O vinho e o violão

Que raramente vão voltar

E comoventes histórias

Que ninguém vai se importar

Mérito merecido

Em um vago pensamento

Só pra Te lembrar…

2 ago

Num Abraço, num Afago,

Eu quero estar ao teu lado

Na tempestade, ou no temporal

Eu sei que vou estar também

Há um laço que me prende

Ao teu olhar

Há uma força,

Que me impede de me afastar

Na correria do dia-a-dia

Ou nas estrofes que exclamo

É impossível negar

Que te amo

E quando eu levanto

Eu pergunto,

Onde estava todo esse tempo

Em que o vento soprava o contrário

A minha face

Nada disso importa mais.

Do ponto em que chegamos

Não quero partir,

Tornou-se meu álibi

E nada fará com que eu me afaste

Não sou mais um, não sou comum

E de mim já fazes parte