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27 fev

E até então ele não sabia o que queria,

Mas sabia que não queria magoar ninguém

Sentia saudades de alguém que ele queria,

Ele queria? Mas logo magoaria,

Então isso fez com que não quisesse,

Mesmo sabendo o que parecia sentir,

Havia uma tempestade em um copo d’água

Ouviam-se solos de uma guitarra desafinada

Ecos em um quarto qualquer e mais nada

O copo se quebrou, a tempestade acabou

Os sábios ainda estão em dúvida

E a história sempre se repete

Entre uma fábula mal contada

E goles de alguma bebida barata,

O livro que prometera ler

Ainda está na cabeceira da cama,

E poucas páginas ele virou

Queria saber no que virou

Queria entender as coisas

Que guardava no peito

E queria saber por que não entendia

Seus dias eram mais curtos quando

Estava longe do seu ego,

Cego pela lucidez,

Cego pela nitidez,

Do que já fez,

Do que se desfez…

 

 

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