Arquivo | março, 2012

Café com Nostalgia…

30 mar

O Dia acordou antes de o Sol Nascer

E uma ansiosidade diferente

Toma conta do meu ser

Os sonhos de hoje

São bem diferentes dos de ontem.

Meus olhos ainda pequenos,

Bocejos,

Lembranças,

Mas já não importa

Quebrei o retrovisor

E joguei os cacos fora

Meus dias tem sido longos

E as noites curtas demais

Sigo meu rumo a mil

Mesmo sem saber a direção.

Apago a luz, Se ela me conduz,

Já não importa,

Eu fechei os olhos.

Meu sorriso continua estampado

E nunca foi tão sincero,

Do futuro nada eu espero,

Posso falar demais,

Mas falo tudo o que eu quero….

 

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Tensão, Terno e Tentação…

21 mar

Quando já não vale a pena seguir o rumo que se quer

E o rumo que se conhece já não é tão fácil de seguir.

O que fazer quando os olhos já estão úmidos

E a chuva já não cai no seu terreiro?

Quando palavras já não resumem o que você quer dizer

E já não faz sentido, fingir que é forte.

As verdades que você sempre acreditou,

Tornam-se apenas apostas de um jogo sem certezas

E as suas fichas foram jogadas na lama.

Quando se olha o reflexo na vitrine da loja na esquina,

E o rosto que se vê não é mais familiar.

O que fazer?

Quando se faz perguntas que não serão respondidas,

Quando o terraço te assusta,

E o porão já não parece ser um lugar ruim.

Quando a sua alma já foi penhorada,

E nem ao menos um centavo você viu,

O  sangue que sempre pareceu ser fácil de beber

Não tem o mesmo gosto que pensou ter

Mesmo que a luz do sol ainda incomode…

Eu só fecho os meus olhos

Meu mundo é muito melhor

Do que esse que insistem em me prender…

 

 

 

 

 

Só, não sóbrio…

12 mar

Sentimentos reprimidos

Distorcidos num copo de cerveja

Ele olha no espelho e já não sabe

Quem ele é

Lá fora todos  são felizes

Mas ele não conhece ninguém

Alguns não estão nem aí

Outros querem seu couro

Mas ele não quer nem saber

Todos os seus anjos já se cansaram

Ele está só, só e não sóbrio

Procura olhar dentre seus olhos

Miúdos e vermelhos

Procura o que restou da sua alma

Seu coração antes puro,

Hoje é duro como pedra

Mas não há água que o quebre,

Não há? Será?

Lembrou dos seus amigos,

E de como seria bom que eles estivessem  ali

Ele  estava só, não sóbrio…

A Fumaça, O Pianista, E Um Velho Veneno…

7 mar

Eu que vivo pedindo proteção

Para os dias sádicos

Que parecem nunca ter fim

Leio versos

De um poeta já falecido

Lembrando uma canção de amor

Pensando no quanto a morte

Pode ser interessante,

Me perco com a fumaça

Do incenso da estante

Dias, horas, minutos, segundos

Todos iguais, todos iguais

Tão iguais que não agüento mais

O veneno que antes me fazia tão bem

Hoje tanto faz

Escrevo, e descrevo o que sinto

Sem ao menos entender,

Busco as respostas

Pras perguntas que eu nem sei quais são.

Prefiro ficar no escuro

Onde escondo minha face

E não vejo os meus medos…

Aos Meus Amigos…

6 mar

Eu continuo o mesmo,
alguns arranhões e marcas
que sofri no caminho,
tombos que não foram
fáceis de levantar,
eu ainda sou o mesmo
e ouço as mesmas Vozes
mas já aprendi que elas
não vão me deixar em paz
aprendi que quando eu caio
tenho algo muito mais forte
que um obstaculo pra me apoiar
meus amigos, os que caminham
ao meu lado, e os que estão
sempre comigo mesmo distante
os que já estiveram antes
e aqueles que comigo sempre vão estar
em qualquer lugar
meus agradecimentos sempre serão
muito pouco, muito pouco
aos tantos loucos que a essa altura
eu já conheci, muita história
que as vezes me falta memória
mas eles estão ali
pra contar e rir
a todos devo, mas ninguém
cito, seria com certeza um
equívoco esquecer de qualquer nome
ainda somos os mesmos,
mesmo que o tempo
nos afaste, e a enxurrada
carregue a ultima frase
borrada escrita num
pedaço de folha de caderno
amarelado pelo próprio tempo…