Disfarce…

22 maio

Ele caminha pela rua escura,

Levando consigo uma garrafa

De cerveja quase vazia

Havia uma blusa em sua mochila

Mas ele gostava de sentir o vento

Entre os pelos arrepiados

De seus braços.

Seus passos rápidos e secos

Pelas folhas amareladas

Que o outono jogou ao chão.

Ele avista uma lixeira

E dá o último gole na cerveja

Era um bêbado, não um porco.

Avista o seu prédio, e aporta está aberta

Sobe pelas escadarias

Ainda com algum equilíbrio

Chega a porta do seu apartamento

E com um pouco de dificuldade

Gira a chave na fechadura.

Chega em frente a Geladeira

Se apoia no balcão da pia,

Abre a porta

E pega aquela vodka barata

Que comprou no bar da esquina

Enche um copo, e vai para o seu quarto

Uma caneta e uma folha de papel

O esperam em sua mesa

Ele os pega, apoia o copo

Em um livro velho

E logo o marca.

Suas palavras mesmo

Que tremulas são as mais verdadeiras.

As pessoas ao verem pela rua

Desejam o seu viver,

Mas só ele sabe o quanto guarda

Dentro de si.

O sorriso que muitos avistam,

Não passa de um mero disfarce

Que ele só tira quando vai se deitar,

Ou na presença da sua vodka

Sua eterna companheira….

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