Arquivo | fevereiro, 2013

Gestos, incertos ou indiretos…

13 fev

Sou eu mesmo
O mesmo de sempre,
O mesmo de outrora
Talvez o mesmo de amanhã
Com o sorriso torto
E a barba mal feita
O mesmo que bebe um uísque barato
Pra aliviar a dor
A dor da vida, a dor da morte
A dor da falta de sorte
Sou o canto do galo
E as doze badaladas da meia noite
Meus erros? Obriguei-os a ficar pra trás
Precisava de um álibi
E há muito procuro
Procuro mas não me curo
Desisti da ideia
Perdi a hora, o jogo
E a sede…
Talvez os sentidos
Por alguns momentos

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Déspotas esclarecidos…

4 fev

Não sei o que se passa no mundo

E ainda não entendo o que se passa em minha cabeça

Frase me vem a todo o momento

Mas nem sempre sinto a necessidade de expô-las

Meu ego se foi, com tudo aquilo que já pensei em expressar

Minhas virtudes se escondem

Todo o tempo

Não sou o mesmo de ontem,

Nem mesmo, o mesmo de agora pouco

Mas sou o mesmo que se olha no espelho

E nada vê

Não há peso, não há solidão

Escrevo como a muito não escrevia

Com a necessidade de um coração

E a pressa de uma criança

Que só quer brincar

Os olhos pequenos de sono

Me avisam que eu devia estar em paz

eu devia estar  em paz…