Mortem

9 maio

Sou aquele poeta morto
O último que diziam,
Que adormece ao som do blues
E não resiste ao gosto do uísque barato
Sou o tal poeta sem rima
Aquele louco que não sabe o que diz
Que nunca parece estar feliz
E que aos poucos morre todo dia
Numa agonia, numa alega ria.
Pena dos mortos, mais pena dos vivos
Que aos poucos se matam
Se metem onde não são chamados
Onde ninguém está preparado
Pra amanhã
Para manhã sã ou insana
Estranha

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