Arquivo | novembro, 2013

titulos…

6 nov

Me perco em lábios

Que nem sei se verei novamente

Fecho meus olhos como se aquilo

Não precise acabar

Eu sou ator, eu sou amor, eu sou a dor

Certo de que eu nem sempre sou sensato

Enquanto eu escrevo, me mato

Sei bem que meus versos são

Como o dedo na goela,

Como o cair de uma moeda

Para dentro do ralo,

A cabeça com mil perguntas

E eu simplesmente me calo

A garganta  aperta

E cada minuto que passa

A areia da minha velha ampulheta

Perde-se no vazio.

Um dia frio,  um dia curto

Noites vazias

 

Anúncios

Tempos e Ventos, (onde está o poeta?)

5 nov

Onde está o poeta?

Ouvi dizer que ele se calou,

Que ele se cansou…

Outros dizem que fugiu para as colinas.

Dizem que sua última poesia,

Ainda foi sobre amor.

O poeta está feliz diz uma voz na multidão.

Se foi com seu amor.

Bobagem pensei eu,

Talvez esteja em um bar qualquer

Tomando seu trago,

Talvez a tinta de sua caneta tenha secado

Onde estão os versos?

Pode ser que seu relógio tenha quebrado,

E seu tempo acabado.

Onde o poeta pode estar,

Dizem que ele não tem mais coração,

 Foi viver como mortais,

Talvez tenha se perdido.

Não encontrou o caminho de volta,

Pois talvez não tenham restado migalhas

E tudo o que ele fez foi esperar

Pela próxima estação,

Por alguém que vai passar,

Ou que já tenha passado,

Alguém que encontre o seu relógio…