Crônica 01…

21 abr

Já era noite quando ele saiu de casa meio apressado e suando frio. Vestia uma calça jeans escura, e uma camiseta cinza da sua banda preferida, suas meias eram uma de cada cor afinal, ninguém as veria por debaixo da calça e do tênis, uma imitação de All Star Converse, que não perdia em nada para o original no estilo das estampas.

O vento batia em sua direção, arrepiando os poucos pelos dos seus braços, e mexendo de certa forma com seus cabelos longos e castanhos. Ele suava frio, poucas vezes em sua vida sentira tal sensação, o que o assustava e ao mesmo tempo o deixava empolgado. Pensava muito no que havia acontecido, e quais as chances de ter uma nova oportunidade enquanto contava os próprios passos.

Em pensar que havia enviado aquele SMS apenas como uma tentativa sem esperanças de poder levar aquela garota ao cinema. Nem sequer acreditou quando obteve uma resposta positiva. Ele possuía feições admiráveis que haviam arrancado vários suspiros das garotas da vizinhança onde morava, seus olhos verdes combinados com um rosto magro e a barba serrada, qualidades que eram até mesmo invejáveis os rapazes

Apesar de possuir uma autoestima elevada, pela primeira vez sentia-se inseguro, e não sabia o que falar. Como alguém que nunca havia lhe dirigido mais que um simples oi tinha um poder tão grande sobre o seu comportamento. Claro que aqueles longos cachos da mesma cor dos cabelos dele, e o corpo bem definido comparado ao de uma estátua barroca em tamanha perfeição já haviam derrubado o queixo de muitos homens, combinados a eles, lindos olhos azuis e um jeito de menina meiga e tímida. Sem se dar conta já havia passado alguns passos do lugar combinado, e ainda faltavam alguns minutos para a hora que haviam marcado chegar.

Observou a lua que aos poucos ia se escondendo por entre nuvens, tirou o celular do bolso, mas o mesmo ficou sem bateria no caminho sem que ele percebesse. “E se ela tivesse desmarcado”, “ e se fosse apenas uma brincadeira de mal gosto” pensou ele, mas ao se virar para o outro lado da rua, lá vinha ela. Ela tinha a mesma altura que ele, vestia uma blusinha floral sobreposta de um bolero feito artesanalmente, provavelmente por sua mãe, ou sua avó, uma calça jeans azul mais clara que a dele, vinha olhando para baixo e suas bochechas estavam levemente rosadas… Continua

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